sexta-feira, 5 de junho de 2009

Quando não se tem o que fazer...

... Tem que se contentar em não fazer nada.

E não, eu não estou reclamando... Mas é que eu tenho toda uma técnica em 'ficar a toa' que não tem funcionado ultimamente.

Televisão, internet, cama, gata, matar pernilongos... Nada disso tem sido feito da forma como tem que ser feita. E a verdade é que as coisas tem me incomodado.

Nada passa na televisão...
Nada de interessante na internet...
Não durmo direito...
A gata quase não aparece...
Os pernilongos não morrem.

O que sobra é, finalmente, o tédio de não se fazer nada.
E não, ele não é bem-vindo aqui!

sábado, 11 de abril de 2009

A dependência

Eu me pergunto incansavelmente quando deixarei de ser tão dependente da minha vida tão quieta... Tão reta e sem obstáculos. Quando deixarei de ser dependente das minhas vontades insanas, dos meus vícios malucos... Da minha própria dependência. 

É quando eu vejo que estou presa a ela de maneira irreparável. E que gosto disso. 

Mas é também quando eu vejo que mudanças são necessárias. 

E acontecem mesmo contra sua vontade. 

E eu vejo que não quero.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Muita gente, pouca educação...

Eu iria começar uma série chamadas 'Motivos para não gostar de BH', mas com o acontecimento de hoje achei sinceramente desnecessário.

Mas vamos ao fato...

Ônibus em BH é um grande problema, principalmente entre 17 e 19 horas... E infelizmente foi entre esse período que eu acabei de vagabundar pelo centro hoje. O ônibus estava cheio³, estava um calor insuportável, mas eu acabei achando um lugar para me sentar. E pouco tempo depois veio o problema.

Uma senhora de idade - não o suficiente para não pagar a passagem - entrou no ônibus se expremendo entre as pessoas suadas e procurando um lugar não tão apertado para se manter de pé. Até que ela parou do meu lado.

Eu, com toda minha boa vontade e minhas sacolas da cacau show, como a boa menina que eu sou - aham - levantei para dar o meu lugar à senhora... no que um filhodumaputa, rápida e sorrateiramente, ocupou o lugar que eu cederia à tal mulher. E, putaquepariu, juro que eu comecei a hiperventilar no ônibus quando todo mundo começou a discutir com o cara - de pau - .

Depois de quase três minutos de discussão inútil, um garoto que mora no meu prédio se levantou e disse que a senhora - que já estava transpirando, e carregava uma sacola com o que parecia um liquidificador - poderia sentar no lugar dele.

E assim as coisas 'foram resolvidas'. 

Acho que essa cena deixou todos os meus outros argumentos contra BH no chinelo... E mostra também o quanto 'desenvolvidos' somos nós, sobreviventes da capital. 

E repito aqui o que sempre digo: Essas coisas nós não vemos no interior.

Nós temos sim muita gente, mas pouquíssima educação!